terça-feira, 8 de novembro de 2011

Mussulo

Sábado. Dia de descanso. E por que não um salto até à praia? Três vezes em Angola e sem nunca ter ido a Mussulo. Uma falha grave que se veio a provar mas que foi hoje colmatada.


Saímos às 9 horas do hotel, com os atrasos da praxe (que em Angola são significativamente alargados). No ancoradouro o bote com motor de 40cv dos bombeiros esperava por nós.
Fomos muito bem recebidos pelo 2º comandante dos bombeiros de Mussulo que, com a sua imensa família, também se deslocou à praia. Fizemos base no quartel e praia debaixo de um coqueiro.

Tempo agradável, sol forte e água amena foram os condimentos para um dia agradável passado nesta restinga de 35 quilómetros originada pelos sedimentos provenientes do rio cuanza.
Chegada ao embarcadouro, junto à avenida da Samba.


A visitar e desfrutar!!!

domingo, 6 de novembro de 2011

Gerador do hotel em Luanda

Mais uma vez, durante várias horas, faltou a eletricidade. Foi particularmente desagradável por já não existir luz solar. Somente os telemóveis e os PC portáteis brilhavam no escuro do quarto. Aos trambolhões, desci à receção. Informaram-me que havia problema no gerador. Dirigi-me à máquina e verifiquei ser de última geração, acabadinho de montar e somente com 3000 horas de uso. Ficámos sem saber a razão do problema.


Só no dia seguinte fiquei a saber que o hotel recebera mais duas pessoas e provavelmente a sobrecarga terá sido a causa... :-)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Novos episódios em Luanda

 E não é que constatámos que estamos sozinhos no Hotel? Sem mais hóspedes. Só podia, tendo em conta o lugar recôndito onde foi implantado.


Sem água durante mais de 12 horas, verificámos também que o Hotel não está abastecido por rede elétrica nem rede de água pública. Eletricidade proveniente de gerador e água em depósito próprio abastecido por autotanques. Mas apesar de tudo é fenomenal o esforço dos funcionários para nos proporcionarem uma estadia cómoda e real.

E para terminar: entre as 00horas e as 5horas desligam o gerador pelo que água e eletricidade, nikles. Ir à casa de banho só com a luz do telemóvel...

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Crododilos aéreos

 


Um acidente de aviação ocorrido no final de Agosto na República Democrática do Congo, no qual morreram 20 pessoas, foi causado por um crocodilo que era transportado de maneira ilegal e que escapou da bagagem em que tinha sido colocado, criando pânico no interior da aeronave.

O avião, que partiu de Kinshasa (capital) e se dirigia para a cidade de Bandundu, caiu em cima de uma casa desabitada, pouco antes de chegar ao seu destino.
A ausência de problemas mecânicos intrigou os responsáveis que estavam a investigar as causas da queda do avião no dia 25 de Agosto.
Agora, segundo o jornal britânico “Telegraph”, o inquérito da investigação e o testemunho do único sobrevivente do acidente revelaram que o pânico causado pelo crocodilo foi a causa da queda.
O crocodilo tinha sido escondido dentro do avião numa bolsa desportiva por um passageiro que planeava vendê-lo.
Ao escapar, provocou uma correria em direção à cabine, fazendo os pilotos perderem o controlo da aeronave. O Turbolet Let L-410, de fabrico checo, desestabilizou-se “apesar dos esforços desesperados do piloto”, diz o inquérito.
O crocodilo sobreviveu à queda, mas foi morto logo em seguida com uma machadada na cabeça, ainda segundo o relato.

Feriado em Angola

 Hoje foi feriado em Angola: o Dia de Todos os Santos. Não se iludam aqueles que pensam que nos feriados o trânsito de Luanda desaparece. Nem pensar: o caos de sempre. E para incrementar a confusão, o sistema multibanco (multicaixas) de Luanda empancou completamente. E quando finalmente encontrámos uma caixa a funcionar e guarnecida com notas, depois de cerca 20 mn numa fila, a eletricidade de todo o Centro Comercial foi abaixo e mais uma vez tivemos de adiar o levantamento de dinheiro.


Mas o que vale é que, mesmo com estes constante constrangimentos e percalços, os Luandenses continuam um povo simpático e cordial. Nem durante a condução selvática no meio de um trânsito impossível se notam animosidades entre condutores, situação muito pouco comum em Portugal.